Segurança

Bombeiro Voluntário: um amor além de ocorrências e plantões

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Os acontecimentos se confundem com os atores e vítimas, assim como os socorrista que dividem o tempo entre o voluntariado, lazer e o trabalho. 

De um lado, um subchefe que vê o trabalho da farda vermelha como uma forma de ajudar o próximo. Do outro, uma resgatista e combatente, que se apaixonou à primeira vista pela missão. Cleomir Nunes e Cristina Pereira Ewald, têm muito em comum. 

Nunes entrou para a corporação em 2003, com apenas 12 anos, no projeto Bombeiro Mirim e Cristina através do comandante Maicon Ewald, hoje marido, mas que na época era namorado.

O Maicon era bombeiro voluntário e me convidou para participar de um dia dele na corporação. Se eu não gostasse, não era obrigada a ficar, mas me apaixonei pela área”, lembra a resgatista.

Cristiana e Maicon (Foto: Arquivo Pessoal)

Apoio incondicional da família

Ser bombeiro não é para qualquer um. E como em qualquer profissão, o apoio da família é fundamental. Ambos os socorristas são casados e não tem filhos. 

Minha mulher e minha família sempre me apoiaram desde começo. Eles me incentivam e entendem que isso faz parte da minha profissão”, afirma Nunes. 

O irmão de Nunes fez parte dos Bombeiros de Guaramirim, por nove anos. “Ele me ajudou muito com a experiência que tinha e eu sempre tirava minhas dúvidas com ele”, diz. Hoje, o subchefe tem um primo que se formou em 2015.

Cleomir (Foto: Arquivo Pessoal)

Cristina conta com a referência do marido, que está a 16 anos na corporação. “Ele é minha inspiração, pois sempre me ajudou e me incentivou. Aprendi e aprendo muito com ele e hoje em dia, trocamos experiências. É muito gratificante, pois posso retribuir um pouco de tudo o que ele já me proporcionou”. 

Primeiras ocorrências 

Todas as primeiras coisas que a gente faz na vida, não esquecemos. Lembramos muitas vezes de horários, minutos, da roupa que estávamos, de como estava o clima. Detalhes que dependendo do que é, fazem toda a diferença. 

Tanto Cristina, quanto Nunes lembram das suas primeiras ocorrências e claro, tem aquela ocorrência que mais marcou. 

Segundo Nunes, a primeira ocorrência que atendeu foi uma queda de bicicleta. “O paciente apresentava escoriações, mas como todo bombeiro, a primeira ocorrência bate aquele nervosismo e nunca é esquecida”, lembra ele, em meio a risadas. 

Já a resgatista atendeu a um caso clínico, sem gravidade para o paciente. “Lembro que era uma quarta-feira à noite. Posso sentir toda a adrenalina daquele momento para colocar em prática tudo o que aprendi no curso e com cuidado para não cometer erros”, descreve. 

(Foto: Arquivo Pessoal)

Em todas as primeiras ocorrências, os novatos nunca saem sozinhos, sempre tem bombeiros mais experiências juntos para auxiliar. 

Entre todas as ocorrências que ambos já atenderam, o subchefe nunca esquece do dia que salvou uma menina de três meses que estava engasgada com leite materno. 

Uma mãe chegou no quartel buzinando. Fomos verificar o que estava acontecendo e ela estava com a filha no colo que acabou jogando nos meus braços e disse ‘salva a minha filha’. Fiz o procedimento e após o choro da menina, levamos ela ao hospital com vida para avaliação médica”, lembra com carinho. 

Entretanto, ser bombeiro voluntários vai muito além de salvar uma criança, apagar um incêndio ou encaminhar alguém para o hospital após um acidente. Ser bombeiro, na visão de ambos, é dedicação e estudo. 

Cristiana (Foto: Arquivo Pessoal)

Ser bombeiros é nunca parar de estudar, é aprender a cada plantão, é fazer aquilo que dinheiro algum poderá pagar. Apesar de nem sempre ser compreendida pela carga que a corporação me toma atualmente eu sigo em frente, tento participar e conciliar da melhor forma a família, os amigos e o bombeiro. Hoje não me vejo sem estar no bombeiro que é a minha segunda família, segunda casa”, enfatiza Cristina. 

E nós, do Guaramirim News, só temos que dar os parabéns pelo Dia do Bombeiro, comemorado no início do mês.


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Camila Silveira Rosa

Jornalista e marketeira, apaixonada por boas histórias, cultura e curiosa por natureza

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