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Data:29/03/2022  Postado por: Redação

Cobertura vacinal infantil em SC registra queda nos últimos seis anos e acende alerta

A cobertura vacinal infantil em Santa Catarina registrou queda nos últimos seis anos. Nota informativa produzida pela Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica) mostra que ao menos dez vacinas que compõem o calendário básico apresentaram redução na cobertura de imunização em crianças de até um ano, entre 2016 e 2021.

O documento divulgado no dia 9 de fevereiro recomenda que Secretarias Municipais de Saúde e estabelecimentos de ensino públicos e privados promovam ações a fim de melhorar as coberturas vacinais das crianças e adolescentes.

Entre as vacinas que apresentaram queda na cobertura está a BCG, poliomielite, rotavírus, tríplice viral e pentavalente.

 

Os dados que compõem a tabela da Dive/SC foram obtidos através dos sistemas oficiais do Ministério da Saúde, que são abastecidos pelos municípios.

Confira a tabela:

Cobertura vacinal de crianças menores de 1 ano e 1 ano de idade, segundo vacinas do calendário básico. Santa Catarina, 2016 a 2021 – Foto: Dive-SC/Divulgação/NDCobertura vacinal de crianças menores de 1 ano e 1 ano de idade, segundo vacinas do calendário básico. Santa Catarina, 2016 a 2021 – Foto: Dive-SC/Divulgação/ND

A BCG, que protege contra a tuberculose e é aplicada no bebê ainda na maternidade, registrava 97% de cobertura vacinal em 2016. No último ano, a porcentagem caiu para 62%.

A vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola, registrou uma cobertura vacinal de 96% em 2019. No entanto, nos anos seguintes, houve queda: a cobertura ficou em 86% em 2020; e 80% em 2021.

“Nos últimos anos, temos observado essa queda na vacinação, que nos preocupa muito. Com relação ao sarampo, o último caso registrado no Estado tinha sido em 2013, de um paciente com histórico de viagem internacional, mas entre 2019 e 2020 tivemos um surto da doença, com 409 casos, o que nos mostrou que a nossa população não estava devidamente imunizada, permitindo a circulação do vírus”, explica a gerente de doenças infecciosas agudas e imunização da Dive/SC, Arieli Schiessl Fialho.

Nova campanha

Entre os dias 4 de abril e 3 de junho, o Estado promove a Campanha de Vacinação contra o sarampo. A meta é vacinar, ao menos, 95% do público-alvo.

A taxa de vacinação contra a poliomielite também apresentou redução e caiu de 92% em 2016, para 77% em 2021. E a tendência de queda atinge todo o país.

O último caso de pólio foi detectado no Brasil em 1989 e o país tem certificado de erradicação desde 1994. Contudo, a doença corre o risco de voltar caso a cobertura vacinal em crianças não atinja a meta de 95%. Em 2021, a cobertura foi de 67,7% no país.

Pior nível em três décadas

Dados inéditos obtidos pela Repórter Brasil via Lei de Acesso à Informação mostraram uma queda histórica na imunização de crianças e adolescentes em 2021, com a pior cobertura vacinal em mais de 30 anos.

Entre as maiores quedas está a da vacina tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola), que em 2015 chegou a 96% das crianças, mas em 2021 caiu para 71%.

A pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e hemófilo B) caiu de 96% para 68% no mesmo período; e a de poliomielite (ou paralisia infantil) foi de 98% a 67%, segundo dados do PNI no DataSUS. Os números de 2021 estão sujeitos à revisão.

Taxa de cobertura das principais vacinas infantis – Gráfico: Repórter Brasil/Divulgação/ND Fonte: PNI DataSUS • valores acima de 100% significam vacinação acima do público-alvo estimadoTaxa de cobertura das principais vacinas infantis – Gráfico: Repórter Brasil/Divulgação/ND Fonte: PNI DataSUS • valores acima de 100% significam vacinação acima do público-alvo estimado

O Calendário de Vacinação da Criança e do Adolescente em vigor no Brasil é composto por 17 vacinas que protegem contra mais de 20 tipos de doenças e cobrem diferentes faixas etárias, além de possuir esquemas vacinais variados.

Há ainda outras 10 vacinas especiais para grupos em condições clínicas específicas, como portadores de HIV.

Pandemia impactou ações

A nota informativa elaborada pela Dive/SC diz que a pandemia da Covid-19 impactou as ações de imunização.

Acrescenta ainda que a baixa procura pelas vacinas também pode ser explicada pela falsa sensação de segurança causada pela diminuição ou mesmo ausência de doenças preveníveis com a vacina. É o caso da poliomielite, varicela, sarampo e tétano.

Movimento antivacinas, desconhecimento da importância da vacinação e fake news também estão entre os motivos que podem ter levado à redução da cobertura vacinal infantil no Estado.

Baixa vacinação contra Covid-19

A vacinação de crianças de cinco a 11 anos contra a Covid-19, que iniciou em meados de janeiro deste ano, também não decolou em Santa Catarina.

De acordo com o Vacinômetro, até esta segunda-feira (28), 37,5% do público vacinável dessa faixa etária recebeu a primeira dose da vacina. A segunda dose foi aplicada em 5,5%.

“A prevenção de doenças infecciosas mediante o processo de vacinação é uma das medidas mais seguras e custo-efetivas para os sistemas de saúde. […] Para isso, coberturas adequadas e homogêneas se fazem necessárias para todos os grupos populacionais: crianças e adolescentes, alunos de escolas públicas ou privadas. As vacinas utilizadas atualmente no país são seguras e eficazes, com eficácia comprovada, independentemente da tecnologia utilizada”, informa a Dive/SC.

ND

 

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